Destaque de 31 de Agosto de 2010
Os extractos de uma espécie de sálvia encontrada nas serras d'Aire e Candeeiros (Salvia sclareoides), podem ajudar a controlar o desenvolvimento da doença de Alzheimer. As conclusões são de um estudo conduzido por investigadores portugueses desde 1992 e que se encontra em fase de registo de patente. Segundo Amélia Pilar Rauter, directora do Grupo de Quimica dos Glicidios da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, "vários extractos da espécie de sálvia que estudámos provocam inibições bastante potentes de enzimas envolvidas na patologia de Alzheimer". Amélia Pilar lidera a pesquisa com Jorge Justino, presidente do Conselho Directivo da Escola Superior Agrária de Santarém. O estudo demonstrou a acção dos extractos desta espécie de sálvia em duas enzimas envolvidas nas neurotransmissões cerebrais o que, segundo Jorge Justino, não permite curar, mas controlar o progressão da patologia. A importância desta descoberta está no baixo custo, na actividade biológica relevante e na ausência de toxicidade. De acordo com este investigador, até a infusão em água (chá) desta planta pode ser utilizada como terapia na doença de Alzheimer. A sálvia, de que existem mais de 1400 espécies, é uma das plantas aromáticas e medicinais mais utilizadas na medicina popular. Entre os seus princÃpios activos já conhecidos estão alguns associados à actividade cardiaca, antibacteriana, insecticida, fungicida e ao combate à s células cancerÃgenas dos pulmões. Flávio Matta
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