Destaque de 24 de Agosto de 2010
Investigadores da Washington University em Saint Louis, nos EUA, desenvolveram uma substância que aumenta a visibilidade das células de cancro da pele, através de um sistema de imagem médica avançada que combina o ultra-som e a luz, permitindo aos médicos detectar o melanoma, um dos tumores mais fatais. O diagnóstico precoce é a chave para aumentar a esperança de vida dos pacientes com melanoma. Caso seja detectado no inÃcio, a taxa de sobrevivência aos 5 anos ronda os 98% mas, se for diagnosticado num estado avançado, ela decresce para 15%. Actualmente, as técnicas de imagiologia para a detecção precoce do melanoma usam materiais radioactivos potencialmente prejudiciais e produzem imagens de baixa qualidade, que possibilitam "ver" apenas uma fracção de dois centÃmetros e meio abaixo da pele. Neste estudo publicado na revista "ACS Nano", a equipa liderada por Lihong Wang e Younan Xia, referem ter desenvolvido uma técnica promissora, denominada "tomografia fotoacústica" (PAT, sigla em inglês), que poderá resolver estes problemas. O sistema dispara uma luz nos tumores, que aquece um pouco as células cancerosas e produz ondas sonoras de alta frequência que fornecem as imagens do tumor. Contudo, o sistema PAT não possui um bom contraste que torne as células tumorais visÃveis. Mas os cientistas também resolveram este problema, tendo desenvolvido um agente de contraste ao anexarem a nanopartÃculas de ouro um péptido que entra nas células tumorais. Quando injectado em ratinhos com cancro da pele,este agente de contraste tornou a qualidade das imagens das células cancerosas três vezes melhor do que a das imagens obtidas com as nanopartÃculas sem este péptido. Segundo os cientistas, estas nanopartÃculas de ouro também se mostram promissoras a matar as células cancerosas da pele, usando o calor, ou em fármacos contra o cancro. Flávio Matta
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